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11 julho 2009

SP descumpre lei sobre leitos psiquiátricos

Sancionada em 2005, a lei 12.060 previa três anos para a implantação dos leitos -o prazo de adequação se encerrou em setembro de 2008. Segundo levantamento no CNES (Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde), São Paulo tem hoje 744 hospitais gerais, mas apenas 60 oferecem leitos de psiquiatria pelo SUS. Presentes em 41 das 645 cidades do Estado, esses hospitais têm, ao todo, 692 leitos.
Fonte SITE UNIAD

Esses leitos estão destinados aos usuários de álcool e outras drogas. Atualmente há uma corrida caso algum usuário queira realizar uma desintoxicação; devido a falta de leitos existentes. Os CAPS adII a maioria não está funcionando 24 horas, caso venha a funcionar este resolverá apenas os casos leves de intoxicação. Se o usuário necessitar de tratamento de alta complexidade a rede de serviço de saúde precisa ser acionada e os hospitais deverão ceder leito. Pelo que estamos observando estamos aquém do que se é necessário.
Precisamos de pessoas lutando por esses direitos já ganhos em lei e não na prática. Inclusive que dentro dos hospitais gerais tenham profissionais capacitados para lidar com o problema.
Por outro lado o Ministério da Saúde interpõe um - Plano Emergencial de Ampliação do Acesso ao Tratamento e Prevenção em Álcool e outras Drogas (PEAD 2009-2010)
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03 julho 2009

Livro

http://www.uniad.org.br/images/stories/arquivos/A_PUBLICIDADE_MIOLO.pdf

Diferenças: drogas lícitas e ilícitas

Magritte
O consumo do álcool alívia tensões imediatas
mas piora a longo prazo!

A distância entre políticas para substâncias psicoativas lícitas e ilícitas é alarmante. Elas têm a ver com fornecedores, consumidores e políticas sobre tais substâncias. Os fornecedores de substâncias psicoativas lícitas, como álcool, são vistos como respeitáveis membros da sociedade. Criam empregos, pagam impostos, garante renda por meio de publicidade, patrocínio de eventos sociais e normalmente são parceiros dos formuladores de políticas quando novas políticas de álcool estão sendo elaboradas.

Os fornecedores de substâncias psicoativas ilícitas estão do lado oposto: geralmente, são vistos como bandidos, um perigo às nossas crianças, pessoas com quem ninguém quer ser associado, criminosos e, definitivamente, inimigos dos formuladores de políticas. Embora compreensível tal diferença perde o sentido se formos compararmos os danos causados pelas diferentes substâncias. De acordo com relatórios da OMS, os danos causados pelo álcool superam, e muito, os danos causados por substâncias ilícitas.

02 julho 2009

PROPAGANDA E O ÁLCOOL















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O consumo de álcool é um dos comportamentos mais antigos da humanidade é o homem ainda não lida bem com essa substância. De acordo com a Organização Mundial da Saúde - OMS, o consu­mo de bebidas alcoólicas está entre os dez comportamentos de maior risco à saúde e a conduta prejudicial e moralista, diante dos usuários, evidencia que não estamos suficientemente, preparados para lidar com os problemas advindos dele.
Essa situação parece ser o resultado das mensagens contraditórias direcionadas ao público. Por um lado, o álcool é visto como uma impor­tante questão de saúde pública e, de outro, a mídia encoraja as pessoas a usarem álcool sem preocupar-se com o esclarecimento dos sérios riscos que esse comportamento pode causar.
Muitos países já estão cientes do poder da mídia criando leis que regulamentam tais propagandas. A maioria concorda que qualquer anúncio e/ou outro tipo de comunicação que envolva bebidas alcoólicas não deve ser dirigido a jovens menores de 18 anos; não deve promover o uso irresponsável de bebidas – como, por exemplo, beber e dirigir –, e não insinuar que consumir bebidas alcoólicas leva a um melhor desempenho sexual, pessoal ou profissional.

Podemos perguntar funciona?
Cada grupo tem o seu modo particular de entender as questões em jogo, de acordo com seu entendimento próprio, vindo de sua fonte de informação. Tal fonte é, freqüentemente, limitada a artigos de jornal, entrevistas na televisão e fofocas. Mas, o papel da mídia é muito maior que isso. No caso do álcool, por exemplo, a maior dificuldade em conscientizar as pessoas dos danos que ele pode causar, está no fato de que a mídia enfatiza, apenas, seu lado positivo.
Podemos afirmar que a educação pública é uma prioridade; é inaceitável que a mídia não receba atenção suficiente. Até o momento, essa não tem sido a maior preocupação do grupo responsável por promoção de saúde. Esta é uma das razões pelas quais as agências de propaganda criaram um código interno próprio, na tentativa de estabelecer melhor comunicação com o público.
Embora a mídia tenha transformado em um negócio que envolve milhões de dólares, ela deve tornar-se o aliado principal na disseminação de informação preventiva, assim como assumir sua responsabilidade social.

Fonte: Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Álcool e redução de danos: uma abordagem inovadora para países em transição / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. – 1. ed. em português, ampl. – Brasília: Ministério da Saúde, 2004.

28 junho 2009

Arte


ALCOOL E REDUÇÃO DE DANOS

“Deixar o mundo seguro para quem bebe”


A destruição causada pelo álcool em países em desenvolvimento ou em transição aumenta com o crescimento da economia sendo difícil de controlar a demanda e a oferta do álcool. Não podemos mais fechar os olhos para os problemas decorrentes do uso do álcool e deixar que as questões relacionadas ao uso de drogas ilícitas atraiam atenção maior. Os danos causados pelo álcool também merecem atenção. Desde agosto de 2000 vem se buscando elaborar o conceito ÁLCOOL E REDUÇÃO DE DANOS.

A definição operacional de redução de danos é características de realismo e pragmatismo. Tentativas para reduzir diretamente os problemas relacionados ao álcool sem necessariamente reduzir o consumo são complementares, e não concorrentes, das estratégias conhecidas de demanda e oferta. As estratégias de políticas ou intervenções de saúde pública que buscam aplicar os princípios de redução de danos; possui alguns elementos:

  • A estratégia de redução de danos é complementar às estratégias de controle da demanda e da oferta;
  • Seu foco é nas conseqüências e não nos comportamentos em si;
  • A estratégia é realista e reconhece que o consumo de álcool não será interrompido em muitas comunidades, e continuará a criar problemas para indivíduos e comunidades;
  • A estratégia de redução de danos não julga o consumo de álcool e sim a redução dos problemas advindos dele;
  • É uma estratégia pragmática – ela não busca políticas ou es¬tratégias que sejam inatingíveis ou que criem mais danos que benefícios.

    A estratégia de redução de danos reconhece os direitos humanos individuais – ela está calcada na aceitação da integridade e responsabi¬lidade individuais.

27 junho 2009

Cientista britânico afirma que extrato de maconha pode tratar diabetes



O cientista britânico Mike Cawthorne, responsável pelo desenvolvimento do Avandia, um dos medicamentos mais vendidos para a doença até 2007, afirma que extratos de maconha têm o potencial de servir de ingrediente para um fármaco contra o diabetes.O profissional declarou que há 60 ou 70 extratos provenientes da maconha, sendo que apenas um deles, o THC, tem as propriedades psicoativas tradicionalmente associadas à planta. Agora, os pesquisadores conduzirão estudos pré-clínicos para avaliar se esses extratos podem ser usados no tratamento do diabetes, e vão solicitar a licença para produzi-los caso haja sucesso. “Estudos com a Cannabis sativa (maconha) apontam que ela possui diversas ações terapêuticas, tais como: efeito analgésico, efeito antiemético, tratamento de desnutrição, entre outras. Porém, muito pesquisadores ressaltam que ela tem também efeitos indesejáveis, podendo assim prejudicar algumas pessoas”, explica a farmacêutica e tutora do Portal Educação, Jeana Mara Escher de Souza.Hoje, Cawthorne contribui com o laboratório GW Pharma, especializado em remédios à base de Cannabis sativa, em um novo setor dedicado a pesquisar tratamentos para diabetes, cujos medicamentos são produzidos a partir de plantas.
Fonte: Assessoria de Imprensa - Portal Educação

Drogas - um problema de saúde pública

As Nações Unidas clamam por uma maior atenção em relação ao uso abusivo de drogas como um problema de saúde, que pode ser prevenido, tratado e controlado



2009 - Este ano, o Dia Internacional contra o consumo excessivo de drogas está focado na necessidade de redução de danos e da vulnerabilidade das pessoas. O Secretário-Geral das Nações Unidas, Bank Ki-Moon, fez um chamado: "juntemos nossas forças para ajudar as pessoas que sofrem com a dependência química e para reduzir a quantidade de locais perigosos neste planeta nos quais as drogas são produzidas, traficadas e consumidas".

O ano de 2009 marca o centenário do primeiro esforço internacional para controlar as drogas, a reunião da Comissão do Ópio em Xangai, em 1909. De acordo com o Secretário-Geral, "as convenções das Nações Unidas têm ajudado a enfrentar o desafio do uso de drogas e a reduzir suas terríveis conseqüências para as pessoas, as famílias e as comunidades". Essa conclusão está baseada nos dados do Relatório Mundial sobre Drogas 2009, que mostra que os mercados globais de cocaína, opiáceos e maconha estão estáveis ou em declínio.

A cada ano, cerca de cinco milhões de pessoas morrem no mundo por causa do tabaco, dois milhões morrem por conta do álcool e 200 mil pessoas por drogas. "A comparação entre as drogas e as outras substâncias que causam dependência mostra claramente que o controle está funcionando", disse o Diretor Executivo do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes (UNODC), Antonio Maria Costa.

24 junho 2009

O outro lado da alegria

O álcool é uma substância psicoativa socialmente aceita mais usada na maioria dos países, tanto para a celebração como para o sofrimento, pois libera as inibições. Mas há outro lado do uso de álcool. Ele é responsável por muitos danos nas esferas sociais e individuais.

Vamos reduzir!

Relatório Mundial sobre Drogas 2009

O Relatório Mundial sobre Drogas 2009, lançado hoje pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), mostra que o mercado global de cocaína, opiáceos (ópio, morfina e heroína) e de maconha está estável ou em declínio, enquanto a produção e o uso de drogas sintéticas estão em crescimento nos países em desenvolvimento.
"O Relatório Mundial sobre Drogas 2009 demonstra que as drogas são um problema que atinge a todos os países. Todos nós temos a responsabilidade de enfrentar o abuso de drogas na nossa sociedade. Internacionalmente, a administração Obama está comprometida em expandir iniciativas de redução de demanda a fim de garantir que todos aqueles que lutam para superar o vício tenham acesso a programas efetivos de tratamento, especialmente nos países em desenvolvimento. Estamos aprendendo muito sobre a doença da drogadição e sabemos que o tratamento funciona. Por meio de uma ação abrangente de aplicação da lei, de educação, de prevenção e de tratamento, teremos êxito em reduzir o uso de drogas ilegais e suas consequências devastadoras".

http://www.unodc.org/brazil/pt/ASCOM_20090624.html