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20 fevereiro 2019

Midiatização da periferia: como os jovens se posicionam

Sinopse

Representações Cotidianas: teoria e pesquisa é uma coletânea de estudos sobre a teoria e a pesquisa das representações cotidianas. O livro busca avançar para além da ideologia do senso comum e das representações sociais. Encontramos aqui respostas apresentadas por Edmilson Marques sobre o que são as representações cotidianas e a sua sistematização teórica. Maria Angélica Peixoto aborda a ideologia das representações sociais e a teoria das representações cotidianas. Nildo Viana analisa: 1. A distinção entre convicção e opinião; 2. “Aquilo que Marx denominou de 'representações ilusórias' da realidade”, observando as relações entre duas formas elementares de ilusões, o imaginário e a ideologia, e o processo em que uma transforma-se na outra. Cassia Soares, Heitor Pasquim, Luciana Cordeiro e Sheila Lachtim propõem “a construção participativa de material instrucional para jogo educativo e as principais representações cotidianas expostas e transformadas durante a construção do material”, com atenção para as representações cotidianas sobre drogas. Alessandra Cofani, Celia Campos e Heitor Pasquim analisam a concepção de juventude de indivíduos de classes ou frações de classes distintas, enfatizando o consumo de álcool por jovens de diferentes grupos sociais. A coletânea é concluída com um estudo de Cassia Soares, Elda de Oliveira, Leandro Batista e Marco Separavich sobre as representações cotidianas produzidas por “jovens do ensino médio de uma escola pública, no bairro de Guaianazes na periferia de São Paulo”, sobre a “periferia, a mídia, a juventude, os rolezinhos, a juventude e o consumo de drogas”.

19 fevereiro 2019

Boechat: Depressão me fez perceber que o inferno existe

Deixo este vídeo porque o jornalista faz uma avaliação clara dos sintomas da depressão. Serve para colocar em aula.

https://www.youtube.com/watch?v=YWwfrMaT0Pw

03 fevereiro 2019

Suicídio

Sabrina Bittencourt
Saber que uma ativista morreu, retirando a própria vida, me faz questionar a sociedade em que vivemos. Não apenas ela, mas tantos outros retiraram a vida. Pode ser por motivos próprios, mas não vivermos sozinhos, somos conectados,  precisamos trabalhar unidos por uma sociedade melhor. Ademais, saber ouvir as entrelinhas e pedidos de socorro, por aqueles que estão ao nosso lado. Novas pesquisas precisam ser realizadas para compreendermos o fenômeno suicídio.

04 janeiro 2019

The True Cost

Trata-se de um filme que trata do consumo do mundo da moda. Questioná-se o valor dos produtos e a forma como as pessoas estão consumindo como satisfação e preenchimento de um vazio e individualidade. Por detrás desse consumo estão os trabalhadores dos países empobrecidos trabalhadores da indústria têxtil que recebe baixos salários, em "troca" de vendas de produtos baratos para os países do primeiro mundo.

As questões que podem ser trabalhadas neste filme são:
- consumismo,
- ausência dos direitos humanos,
- exploração do trabalho.

Vale a pena assisitr.



04 novembro 2018

Representações cotidianas

Escrevi um capítulo de livro, com alguns parceiros, aborda o tema de como os que falam da periferia na mídia à consideram. O livro não está disponível para download.

  • Oliveira E; Soares CB ; BATISTA LL; SEPARAVICH MA. Midiatização da Periferia: como os jovens se posicionam.. In: Edimilson Marques. (Org.). Representações Cotidianas Teoria e Pesquisa. 1ed.Paraná: CRV, 2018, v. 1, p. 107-118.

31 julho 2018

Uma Leitura Interseccional do cuidado ...

Mesa redonda na Abrasco 2018
Mesa Redonda: Uma leitura interseccional do cuidado com pessoas que usam drogas: incremento do estigma ou ampliação do olhar? Componentes da mesa: Emiliano de Camargo David (expositor), Flávia Fernando Lima Silva (expositora), Ana Lucia Marinho Marques (expositora). Elda de Oliveira (coordenadora da mesa).

Eu, coordenadora da mesa, poderia palpitar, todavia, cumpri o roteiro.  Neste espaço, trago indagações que me restaram. Antes, colocarei partes das discussões dos expositores. 

O primeiro a falar foi Emiliano. Ele dividiu sua fala em três eixos - o retrocesso da Política Nacional Anti-drogas [Proibicionista], Reinvenção do manicômio e a Psiquiatria Biomédica. Discorreu cada eixo tomando seus pontos centrais. Da Política abordou a questão da abstinência,  meta do tratamento, e questionou o papel do Estado (judiciário) prendendo consumidores de drogas. Trouxe a questão da polícia é o racismo institucional. Abordou o proibicionismo, guerra às drogas, matando jovens negros mais que países em guerra aberta. Abordou a questão do sucateamento do Sistema Único de Saúde (SUS) um sistema em que seus usuários são 70%  negros. Logo, sucatear o SUS é sucatear a saúde do povo negro. A reinvenção do manicômio são as comunidades terapêuticas que trancafiam os negros em nome do tratamento. Questionou quem está comandando as comunidades terapêuticas, os neopentecostais.  Emiliano abre ampla discussão para pesquisadores atentos para o encarceramento dos jovens negros, moradores das bordas da cidade. 

Ana Lucia abre sua fala com um texto da antropóloga Laura Moutinho:  Diferenças e desigualdades negociadas: raça, sexualidade e gênero em produções acadêmicas recentes . Moutinho faz o seguinte questionamento - "Como nos tornamos 'nós'? Como nos tornamos 'eles'?" A partir do texto Ana Lucia expõe o dilema que vivemos na prática do cuidado aos consumidores de drogas. Lidamos com as duas Políticas sobre drogas - Ministério da Saúde a favor da redução de danos e o SENAD do Ministério Público - proibicionista. Ana afirma que não se deve simplificar o atendimento aos consumidores de drogas, deve ser problematizado a discussão de raça, classe e gênero nos serviços.

Flávia Fernanda abre sua fala com narrativas que coletou durante os seus atendimentos, como médica psiquiatrica, atendendo mulheres nordestinas. Flávia traz a questão do Estado, esse que tem o direito de matar os párias da sociedade, em nome de uma sociedade sem drogas.  Coloca a plateia para pensar sobre o encarceramento de mulheres, a legitimidade da polícia em matar e prender jovens considerados traficantes e não trabalhadores do tráfico, a dificuldade das mães em encontrar espaços para chorar a morte dos filhos, morte legitimada pela polícia. Finaliza afirmando - não se deve simplificar o atendimento na clinica do consumo de drogas,  solicita uma clinica inclusiva.

Foram as questões que consegui apreender das falas. Em seguida abrimos para o público. Uma pergunta gira na minha mente. A pergunta foi de um médico colombiano que diz - O que vocês têm a dizer ao povo que está na Lapa gritando pela libertação do Lula, apoiando a esquerda, sendo que os dados que Emiliano trouxe são dados recentes em que o Estado era de esquerda?

 Neste espaço que venho produzindo sobre consumo de drogas, Politicas de Saúde e cuidado das pessoas - trarei alguns pensamentos que giravam e giram na minha mente.

O tema consumo de drogas na sociedade contemporânea é um desafio. O consumo de drogas ocorre não apenas entre a classe trabalhadora, mas entre todas as classes sociais. Todavia, a questão do jovem trabalhador do tráfico, trancafiado nas cadeias recai apenas aos jovens pobres.  Do meu ponto de vista, a classe hegemônica deve ser chamada para mostrar sua cara e o seu consumo, pois depende do trabalho do jovem da periferia. Uma questão em aberta nas discussões inclusive teórica.

O Estado, na forma da lei representa a classe dominante, seja ele de esquerda ou de direita. Precisamos repensar o Estado. Como se faz isso?

Trazer a discussão para os serviços que atendem os consumidores de drogas. Como fazer isso? Os  serviços são terceirizados, estão nas mãos da classe dominante. Os trabalhadores são enrijecidos, necessitam do trabalho, ao ampliar a discussão corre o risco de perder o trabalho. Há trabalhadores que não estão interessados na discussão, mas apenas no salário do fim do mês. Isso é um problema? Vivemos no capitalismo, o mercado exclui os que não se adequam. Como trabalhar essas questões? 






26 abril 2018

De volta ao BLOG - RAPS

Olá pessoas, há tempo não posto nada. Retomando.
Abaixo, deixo um vídeo que aborda sobre a Rede de Atenção Psicossocial. A rede criada para direcionar o cuidado para as pessoas com transtorno mental e/ou usuárias de álcool e outras drogas.






02 janeiro 2018

O comportamento suicida

Vale a pena ler a respeito. Mesmo que o objeto do estudo seja com os profissionais de enfermagem e agentes comunitários de saúde. Trata-se de um problema amplo e multifacetado em que não estamos dando conta do problema.

Boa leitura!

Conhecimento da equipe de enfermagem e agentes comunitários sobre o comportamento suicida

Priscila Freitas Silva, Maria do Perpétuo Socorro Sousa Nóbrega, Elda Oliveira

RESUMO
Objetivo: identificar o conhecimento e as estratégias para o cuidado da equipe de Enfermagem da Atenção Primária à Saúde ao sujeito com comportamento suicidaMétodo: estudo quantitativo, descritivo e exploratório, com dados coletados a partir de um questionário em cinco Unidades Básicas de Saúde, em seguida, digitados no Programa Epi Info 6.04, analisados por frequência simples e apresentados em tabelas. Resultados: participaram do estudo 72 profissionais, oito enfermeiras, 20 auxiliares de Enfermagem e 44 agentes comunitários de saúde, que apresentaram dificuldades em classificar o grau de risco do comportamento suicida, comprometendo os cuidados prestados e os encaminhamentos qualificados para os serviços especializados em saúde mental. Conclusão: são necessárias a educação e a capacitação dos profissionais para ajudar na detecção de fatores de risco para o suicídio, prevenindo-o de maneira efetiva e contribuindo para a saúde pública, a fim de ter um profissional capacitado para atuar e intervir frente a situações tão presentes na saúde mental. DescritoresSuicídio; Equipe de Enfermagem; Assistência à Saúde; Atenção Primária a Saúde.

08 março 2017

Sem reflexo

Nem sei por onde começar. São tantas palavras e pensamentos presos que me deixam engasgada. Ultimamente, com as novas mídias sociais todos estão opinando. Minha percepção é que muitas pessoas falam para ficar em evidência. Falo isso porque quando trago um dado concreto da minha realidade que tem a ver com aquela indignação que a pessoa escreve a respeito e solicito sua opinião/ajuda – há um completo silêncio.

Há artistas que no início da carreira falava com muito prazer que era negra, mas o pai era italiano. Essa fala era como se a pele negra e a raça a qual ela aparenta nada tem relação com ela. Alguns professores/investigadores que se dizem socialistas na leitura e nos discursos, mas na vida real se contradiz. Alguns que dizem lutar contra a prisão de jovens negros e quando você afirma que seu parente foi preso pela segunda vez com traficante de drogas e não tem dinheiro nem para pagar a condução – a resposta dessa pessoa é sinto muito.

Professores/investigadores que se você discorda de seu pensamento ele diz – vamos retornar ao assunto principal, ou diz, fulano você pode retomar o ponto principal. Minha palavra diante de tudo isso é indignação. Indignação com o humano que até suas lutas parecem ser irreais.

Vejo a segregação em todo canto. Estou sendo vitimada de uma segregação que por não partilhar de alguns pensamentos e me posicionar no silêncio, sou esquecida. Por esse motivo escrevo esse posto. Meu silêncio é a indignação com a humanidade.

Olho para todos os lados e não tenho reflexo.

07 dezembro 2016

Representações cotidianas de jovens sobre a periferia

Esta publicação é resultado da minha tese de doutorado. Confira o resumo se interessar deixo o link para o acesso completo. 

Objetivos: compreender as representações cotidianas de jovens sobre a periferia, com a fi nalidade de compor os temas para programas midiáticos de educação sobre drogas. Método: abordagem marxista, com pesquisa-ação emancipatória e participação em ofi cinas de 13 jovens de uma escola pública da periferia de São Paulo. Resultados: entre os jovens há representações cotidianas contraditórias sobre o papel do Estado, que, de um lado, se ausenta para os direitos sociais e se apresenta para exercer o controle social na periferia e, de outro, é colocado como o interlocutor privilegiado para a melhoria das condições de trabalho e vida. Conclusão: a pesquisa-ação discutiu centralmente temas que circulam na esfera dos direitos sociais, alvo de reivindicação dos jovens participantes. Nota-se que é preciso ampliar a discussão para além da esfera do direito à cidadania, que constitui  apenas parte do debate sobre as desigualdades sociais inerentes à exploração capitalista e às transformações necessárias à igualdade.