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12 dezembro 2010

Redução de danos - Harm Reduction

Um estudo de mapeamento das instituições governamentais e não-governamentais de atenção às questões relacionadas ao consumo de álcool e outras drogas no Brasil de 2006/2007. Objetivou oferecer um panorama de onde e como funcionam as instituições de atenção às questões relacionadas ao consumo de álcool e outras drogas para a sociedade brasileira. Do total de 1.642 questionários validados, 574 instituições responderam que realizam atividades de Redução de Danos.

As atividades de Redução de Danos sociais e à saúde citadas pelas 574 foram: trabalho em campo, distribuição de material informativo, aconselhamento, encaminhamento para a testagem do HIV, encaminhamento para rede social e de saúde, grupos de discussão e orientação para os usuários do serviço, troca de seringas, distribuição de equipamentos para injeção e limpeza, distribuição de preservativos femininos, distribuição de preservativos masculinos, distribuição de cachimbos e piteiras para uso do crack ou merla, distribuição de água, banho, alimentação, atividades culturais, artísticas e recreativas, outras atividades.

Algumas instituições informaram que em RD estão inseridas ações de atendimento, orientação e acompanhamento com famílias, visitas domiciliares a usuários em situação de pré-internação; atividades preventivas como imunização contra Hepatite B, Febre Amarela, Tétano e Gripe; encaminhamentos para a rede de saúde para testagem do vírus das Hepatites B e C e Sífilis. Também informaram que realizam RD por meio de atividades religiosas incluindo evangelização, trabalhos espirituais e passes.

Maiores informações - click aqui.

22 maio 2010

Revitalizando a vida

A revitalização do Centro de São Paulo preve a transformação dos quase 25 quarteirões que abrangem a “Cracolândia” (próxima à Estação da Luz). Em torno da discussão temos - O que fazer com os miseráveis que ocupam os lugares que sobram das cidades?
A urbanização provoca mudanças no valor da terra, nos indivíduos  e, sempre, quem sai perdendo é a população mais pobre.  O projeto revitalitação do centro automaticamente abrange a região da cracolândia que há muitos temos assistido alguns movimentos para sua finalização.
O Ministério da Saúde (MS) propos algumas abordagens para os usuários de crack, culminando então com o lançamento da Campanha Nacional sobre o Crack cujo objetivo é alerter sobre os riscos e consequências causados pelo consumo da droga. O Slogon da campanha é -  NUNCA EXPERIMENTE O CRACK. ELE CAUSA DEPENDÊNCIA.
Mas afinal, sabemos que os usuários de crack são pessoas em situação de vulnerabilidade social ou seja, são na maioria homens, em situação de rua, desempregados e provenientes de familias desestruturadas.
As medida provenientes do Ministério da Saúde são;
  •   Dobrar os leitos de internação em hospitais gerais;
  •  Construção de 136novos CAPSad até o final de 2011;
  •  Transformação dos CAPSad em municipios de 250 mil habitantes em CAPSIII ou seja, onde os usuários poderão receber desintoxicação no período noturno;
  •  Implantação de 60 casas de Passagem, estruturas destinadas a abrigar usuários de álcool e drogas em situação de risco;
  • Permanecer com os consultórios de rua;
  •  70 pontos de Acolhimento a usuários de crack e outras drogas. Espaços abertos, em centros urbanos com mais de 400 mil habitantes, onde poderão se alimentar, tomar banho e descansar.
Revitalizar o centro, passa pelo processo de oferecer cidadania aos cidadãos brasileiros; vamos chamar para nós essa responsabilidade.

14 março 2010

Cuidar

Tudo o que tem vida solicita cuidado.

17 julho 2009

Intervenção Breve

Refere-se a qualquer Intervenção de tempo limitado, centrado em estratégias de aconselhamento que focam mudança do comportamento. O objetivo da Intervenção Breve não é somente a abstinência, mas também a redução do consumo para níveis seguros.

Como motivar a pessoa
A grande maioria dos usuários de álcool e drogas encontra-se extremamente ambivalente quanto à suspensão do consumo: ao mesmo tempo em que desejam parar o uso, porque lhes está causando problemas, desejam continuar usando, porque lhes causa prazer. A ambivalência é um conflito psicológico que precisa ser superado.

O papel do acolhedor é ajudar as pessoas a resolverem essa ambivalência, identificando os motivos que os levam a usar a droga e os motivos pelos quais deveriam parar. Devemos ajudá–los a pensar nos dois aspectos (bons e ruins) do uso da droga, ao mesmo tempo, como dois lados de mesma moeda e deverá fazer um balanço para auxiliá-los na decisão. Podemos ajudar a pessoa imaginar a vida com e sem drogas, sob os aspectos bons e ruins de cada alternativa e elaborar, conjuntamente, os objetivos principais do tratamento.

Nas próximas postagens os estágios que uma pessoa passa para mudar de comportamento.

28 junho 2009

ALCOOL E REDUÇÃO DE DANOS

“Deixar o mundo seguro para quem bebe”


A destruição causada pelo álcool em países em desenvolvimento ou em transição aumenta com o crescimento da economia sendo difícil de controlar a demanda e a oferta do álcool. Não podemos mais fechar os olhos para os problemas decorrentes do uso do álcool e deixar que as questões relacionadas ao uso de drogas ilícitas atraiam atenção maior. Os danos causados pelo álcool também merecem atenção. Desde agosto de 2000 vem se buscando elaborar o conceito ÁLCOOL E REDUÇÃO DE DANOS.

A definição operacional de redução de danos é características de realismo e pragmatismo. Tentativas para reduzir diretamente os problemas relacionados ao álcool sem necessariamente reduzir o consumo são complementares, e não concorrentes, das estratégias conhecidas de demanda e oferta. As estratégias de políticas ou intervenções de saúde pública que buscam aplicar os princípios de redução de danos; possui alguns elementos:

  • A estratégia de redução de danos é complementar às estratégias de controle da demanda e da oferta;
  • Seu foco é nas conseqüências e não nos comportamentos em si;
  • A estratégia é realista e reconhece que o consumo de álcool não será interrompido em muitas comunidades, e continuará a criar problemas para indivíduos e comunidades;
  • A estratégia de redução de danos não julga o consumo de álcool e sim a redução dos problemas advindos dele;
  • É uma estratégia pragmática – ela não busca políticas ou es¬tratégias que sejam inatingíveis ou que criem mais danos que benefícios.

    A estratégia de redução de danos reconhece os direitos humanos individuais – ela está calcada na aceitação da integridade e responsabi¬lidade individuais.

19 setembro 2006

Mídia no CAPS

Hoje foi ao CAPS adII um jornalista que trabalha com a área temática de álcool e outras drogas, estava interessado no assunto Redução de Danos e articulação com outros serviços que cuida de usuários portadores de HIV.
Os usuários deram suas entrevistas ao jornalista falaram do trabalho desenvolvido no CAPS adIIEM e os benefícios que conquistaram.

Após as entrevistas com os usuários, pude falar com o jornalista sobre o grupo onde foi buscado a redução de danos com os usuários de álcool. Caso tenha maiores informações contarei aos meus não leitores do blog.