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20 maio 2019

From to Business Being: Mindfulness

Ótimo para trabalhar temas das pressões do tempo cotidiano.

Profissionais de diferentes áreas oferecem novas formas de combater a depressão e o esgotamento no mundo atual de pressões extremas.
Direção: Hanna Henigin, Julian Wildgruber.
Filme alemão documentário.


Retirado do site: Mindfulness

04 março 2019

Para aulas

Segundo Aline  "Penso que pode ajudar a pensar sobre o "empreendedorismo de si mesmo" e a responsabilização individual pelo sucesso"

08 março 2017

Sem reflexo

Nem sei por onde começar. São tantas palavras e pensamentos presos que me deixam engasgada. Ultimamente, com as novas mídias sociais todos estão opinando. Minha percepção é que muitas pessoas falam para ficar em evidência. Falo isso porque quando trago um dado concreto da minha realidade que tem a ver com aquela indignação que a pessoa escreve a respeito e solicito sua opinião/ajuda – há um completo silêncio.

Há artistas que no início da carreira falava com muito prazer que era negra, mas o pai era italiano. Essa fala era como se a pele negra e a raça a qual ela aparenta nada tem relação com ela. Alguns professores/investigadores que se dizem socialistas na leitura e nos discursos, mas na vida real se contradiz. Alguns que dizem lutar contra a prisão de jovens negros e quando você afirma que seu parente foi preso pela segunda vez com traficante de drogas e não tem dinheiro nem para pagar a condução – a resposta dessa pessoa é sinto muito.

Professores/investigadores que se você discorda de seu pensamento ele diz – vamos retornar ao assunto principal, ou diz, fulano você pode retomar o ponto principal. Minha palavra diante de tudo isso é indignação. Indignação com o humano que até suas lutas parecem ser irreais.

Vejo a segregação em todo canto. Estou sendo vitimada de uma segregação que por não partilhar de alguns pensamentos e me posicionar no silêncio, sou esquecida. Por esse motivo escrevo esse posto. Meu silêncio é a indignação com a humanidade.

Olho para todos os lados e não tenho reflexo.

10 agosto 2015

O cuidado de si

Estou lendo o livro "A Hermenêutica do Sujeito" de Michel Foucault.  O ponto central do livro é o cuidado de si. Foucault aborda este objeto "o cuidado de si" a partir do ponto de vista de Platão e Sócrates. Segundo Foucault para os filósofos o cuidado de si, quer dizer: conheça a ti mesmo.

O momento em que o homem conhecer a si mesmo, ele será capaz de governar a si e o outro. Algumas perguntas são necessárias ser respondidas para conhecer a si mesmo. O que é o homem?  O que é esse si mesmo? O que é o eu? Desses questionamentos podemos dizer que o cuidado de si é cuidar do homem. O homem é a alma que existe dentro de você.

Atualmente, pensamos no cuidado de si como cuidar do corpo, do belo. Óbvio que é dever do homem  cuidar do seu corpo, todavia o cuidado que Foucault se refere é o cuidado da Alma. A alma é a essência que você tem dentro de seu corpo. O corpo medeia a alma na realidade. Agora a pergunta é - Como cuidar da Alma? A resposta para essa pergunta segundo o autor é aproximando-se do mais que perfeito, isto é, aproximando-se e conhecendo o criador.

Segundo o autor, temos em nós a parte do criador que é a nossa alma que é a parte de Deus em nós. Portanto, para cuidarmos de nós mesmo devemos nos aproximarmos de  Deus e para tanto se faz necessárias algumas atitudes. Essas atitudes são algumas técnicas que ele indica: relaxamento, meditação entre outras.

Enfim, apenas uma parte introdutória do cuidado de si, depois continuaremos.


08 agosto 2014

Tédio Calvin

 

No Brasil algumas escolas, ainda, estão entendiando nossos meninos.


17 fevereiro 2013

Internação compulsória e exclusão do enfermeiro

As questões das ondas de internação compulsória, criminalização dos consumidores de drogas e outras pautas sobre as drogas estão no auge dos pesquisadores, dos governantes, da sociedade em geral. Quero chamar atenção para o fato de uma entrevista de Alckmin na revista Veja onde ele diz:
“Hoje, o crack é uma questão gravíssima de saúde pública e também de segurança: em todas as capitais há cracolândias e 90% das cidades têm viciados, em sua maioria jovem vindos de famílias mais pobres. O programa que lançamos criou um centro que agora fica aberto 24 horas por dia, sete dias por semana, com médicos, psicólogos e assistentes sociais.” 
 O fato é que há uma desvalorização ou nem se cita o profissional enfermeiro, nesses locais de internação. Esse profissional está sendo excluído e nem sendo chamado para pensar sobre os tais locais de internação, visto que a enfermagem uma de suas frentes é o cuidados nos locais de internação, óbvio que não me refiro apenas ao cuidado com esse tipo de problema. O que tem levado a essa exclusão? Será a tão falada falta de preparo dos enfermeiros para lidar com a situação, se for isso, eu discordo. Há centros formando profissionais enfermeiros para trabalharem em diferentes frentes relacionados ao consumo de drogas. 
 

02 fevereiro 2013

Na Alemanha

Não é proibido beber nos transportes públicos!
O que será que aconteceria se isso fosse liberado no Brasil?

28 julho 2012

Transformação Social


Como fazer transformação social sem a participação do povo que deve ser transformado? Essa é uma questão que tem me incomodado quando me prontifico a chamar os jovens da periferia a participar de  suas redes locais.

09 julho 2012

Os pensadores da Educomunicação

Ainda falando da Educomunicação e a importância da Educação/Comunicação/Saúde vou fazendo o link onde estão ancorados o referêncial teórico da Educomunicação e logo que servirá de apoio a minha ideia de educação sobre drogas aos jovens na perspectiva da Saúde Coletiva. Celestin Freinet, Mario Kaplun revolucionou os meios para a educação; Paulo Freire, e mais recentemente Ismar de Oliveira Soares que nesse vídeo já nos dá um direcionamento do que estamos buscando.

Logo, a Educomunicação possibilitára falar do consumo de drogas e a juventude trazendo os jovens para dentro da questão, não colocando-os como mero receptores das ações que nós profissionais acreditamos e queremos.

16 maio 2012

EDUCAÇÃO E SAÚDE

Uma pesquisa financiada pela FAPESP destaca: Saúde básica é menos desigual do que educação  Esses dados merecem muitas reflexões a respeito do assunto, quem já procurou um serviço de saúde de emergência conhece bem o problema.

30 janeiro 2012

Combater o consumo de drogas não os usuários

Foi assim o início da entrevista de João Goulart a Revista Época. Vamos ver a reportagem:

João Goulão, chefe das agências portuguesa e europeia de combate às drogas, foi a São Paulo na semana passada divulgar o World Bike Tour. Para o português de 56 anos, seu trabalho pode ser tão amplo que chega à promoção de um passeio ciclístico. A ideia de que o esporte pode ajudar a manter as pessoas longe do vício levou à cidade da Cracolândia o responsável pelo plano antidrogas mais elogiado do mundo. Em 2001, Portugal descriminalizou o consumo de drogas e criou uma rede de assistência aos viciados que inclui incentivos fiscais para empresas que queiram contratá-los. Com iniciativas ousadas, o país acabou com suas cracolândias e passou a registrar os menores índices de consumo de drogas entre os jovens na Europa.
ÉPOCA – O consumo de drogas em São Paulo é tão grave que há 15 anos uma área no centro da cidade é conhecida pelo nome de Cracolândia. Nunca trouxeram o senhor para visitá-la antes?
João Goulão – 
Não, agora vou aproveitar a vinda para o passeio ciclístico para conhecer. Estive no Rio de Janeiro em novembro. Vi como as forças de segurança tomaram um espaço e, em seguida, resumiram-se a dar apoio aos serviços sociais, sem uma postura agressiva. Parece a atitude adequada.
ÉPOCA – Lisboa teve um local de consumo como São Paulo?
Goulão –
 Teve. Ficava no Casal Ventoso, um bairro litorâneo habitado por trabalhadores portuários. Quando Portugal perdeu suas colônias, na década de 1970, a atividade naval decaiu e houve muito desemprego naquele bairro. Aquelas pessoas conheciam marinheiros e passaram a se dedicar ao contrabando, primeiro de produtos de consumo e depois de drogas. O bairro de gente pobre foi colonizado por bandidos e tornou-se o maior supermercado de drogas da Europa, visitado diariamente por mais de 5 mil pessoas.
ÉPOCA – No início de janeiro, a Polícia Militar de São Paulo entrou na Cracolândia sem agentes sociais, com armas e balas de borracha. Como foi o combate às drogas no Casal Ventoso?
Goulão – 
Nossa abordagem foi de assistência social. A polícia entrou para acompanhar os assistentes. Começamos com uma política de troca de seringas usadas por novas, o que foi importantíssimo para controlar o crescimento dos casos de aids ligados a drogas injetáveis. Depois de cinco anos de trabalho, ganhamos a confiança dos viciados e conseguimos aproximá-los dos serviços de saúde. Penso que não teria sido possível se tivesse havido a entrada de forças policiais e o envio para tratamento quase compulsório.
ÉPOCA – O governo federal anunciou o destino de verbas para clínicas de internação compulsória, e o Rio de Janeiro adotou esse procedimento há poucos meses. É uma iniciativa necessária para tratar pessoas em estágio avançado de vício?
Goulão – 
Não acredito no sucesso da internação compulsória. O viciado vai à força para um lugar fora da realidade, fisicamente impedido de consumir drogas. Como ele vai se comportar ao sair? Para deixar o vício, a pessoa precisa reformatar seus hábitos. Não é só retirar uma substância, é mudar o estilo de vida. A internação voluntária é um processo demorado, mas considero mais eficaz.
ÉPOCA – Como esperar força de vontade de alguém que, por causa do vício, perdeu qualquer tipo de motivação?
Goulão –
 De fato, estamos lidando com seres que se encontram numa condição quase animalesca. É preciso resgatar a dignidade, noções de higiene, o orgulho por pequenas coisas. Só depois disso, motivar a internação voluntária. É difícil, mas entendo que assim funciona a intervenção.
ÉPOCA – Áreas dominadas por viciados despertam repulsa na sociedade. Como política de tratamento, é melhor dispersar os viciados pela cidade ou aproveitar a reunião deles?
Goulão –
 Quando tivemos nossa cracolândia, nós não a dispersamos. Cinco anos depois de entrar com o serviço médico e social, quando o Casal Ventoso já não era um polo de consumo, fizemos uma operação de reurbanização com remoção de casas e mudança dos moradores.
ÉPOCA – O crack é uma droga diferente das outras?
Goulão – 
O crack tem um poder viciante fortíssimo, e não há uma substância química que o substitua num tratamento terapêutico. A abordagem é mais complexa e demorada que a da heroína, principal droga em Portugal. O trabalho de educação, redução de danos e tratamento é mais difícil.
ÉPOCA – Como são as campanhas antidrogas de Portugal?
Goulão –
 Desistimos de fazer propagandas na televisão com mensagens para o grande público. Elas custavam caro e traziam pouco resultado. Hoje, mapeamos grupos, como jovens que deixaram a escola e filhos de viciados. São trabalhos dirigidos, feitos nos lugares onde está o público potencial.
ÉPOCA – Como o departamento antidrogas aborda os viciados?
Goulão –
 Os órgãos de saúde e assistência social precisam conhecer de perto que tipo de crack está nas ruas. Saber inclusive quanto as drogas à venda estão adulteradas, para então difundir, entre os usuários, a partir de qual dose consumida há risco de morte
  •  
Estamos formatados à ideia de que consumir drogas é pecado. Temos de encarar o viciado  "

ÉPOCA – Os órgãos de saúde devem orientar os usuários sobre quanta droga eles podem consumir?
Goulão –
 Exatamente. A mensagem deve ser: “Não consuma drogas, mas, se consumir, tome certos cuidados”. Não consuma sozinho, porque, se houver um pequeno acidente, ninguém vai poder ajudar. Passamos mensagens que ajudam a pessoa a correr menos riscos.
ÉPOCA – Orientar o consumo de drogas não é uma postura que beira o incentivo?
Goulão –
 Em primeiro lugar, nosso objetivo é salvar vidas. Em segundo lugar, ganhar a confiança das pessoas para orientá-las a deixar o vício. Ainda estamos muito formatados à ideia de que consumir drogas é pecado. Não conseguimos encarar o dependente de drogas como fazemos com um diabético, que é dependente de insulina. Só faremos progressos significativos quando abandonarmos essa carga ideológica.
ÉPOCA – Como Portugal encara os viciados?
Goulão –
 Encaramos o dependente como fazemos com um diabético. Damos a ele oportunidade de tratamento sem custo, com privacidade e sem condenação. Na lei que adotamos há dez anos, consumir drogas não é mais crime. É como dirigir sem cinto de segurança: o infrator não vai para a cadeia, não é fichado por isso.
ÉPOCA – Como uma sociedade conservadora como a portuguesa aceitou descriminalizar o consumo de drogas?
Goulão – 
A explicação está na própria origem do consumo em Portugal. O uso de drogas fez parte da explosão de liberdade que o país viveu com o fim da ditadura, em 1974. Começou com maconha, e um dia o vendedor de maconha ofereceu cocaína, heroína... De repente os viciados já representavam 1% da população, todo mundo tinha algum na família. Então foi fácil para a sociedade perceber que o dependente era uma pessoa honesta precisando de ajuda. E, ao ser mandada para a cadeia, a pessoa sairia pior do que entrou. A descriminalização das drogas foi uma decisão tomada de baixo para cima, e não determinada pelos políticos.
ÉPOCA – A ausência de punição não incentiva mais pessoas a experimentar drogas?
Goulão –
 Isso não tem acontecido. Desde a descriminalização, a experimentação de drogas entre os mais jovens caiu. Não sei dizer por quê. Talvez porque os jovens de uma forma geral gostem de desafiar a autoridade e, hoje, consumir drogas é menos desafiante. Em compensação, temos mais jovens se embebedando. Se o apelo da droga não está mais no desafio à lei, a bebida alcoólica é mais barata e disponível.
ÉPOCA – Um problema entre os viciados é voltar à vida social. Quais são as soluções de Portugal?
Goulão –
 O governo abriu linhas de crédito para pequenas empresas abertas por toxicodependentes, assim como incentivos fiscais a empresas que contratem essas pessoas.
ÉPOCA – Num momento de crise econômica na Europa, favorecer o emprego de viciados parece uma questão polêmica.
Goulão –
 É sim. Algumas pessoas dizem: “Será que tenho de usar drogas para conseguir trabalho?”. Isso aumenta o estigma dos dependentes. É muito complicado lutar por um programa de discriminação positiva. Ultimamente, tenho ficado bem quieto, sem pedir nada. Apenas peço que não cortem muito o orçamento do departamento antidrogas português, para não perdermos as conquistas atuais.
ÉPOCA – Quanto o departamento antidrogas gasta por ano?
Goulão – 
O orçamento anual do instituto é de € 75 milhões, 80% deles dedicados a tratamento. De maneiras mais ou menos intensivas, ele atende 45 mil pessoas.
ÉPOCA – Quanto Portugal economiza ao devolver viciados em drogas à vida produtiva?
Goulão –
 Trabalhos acadêmicos estimam que cada euro investido na recuperação de viciados leva à economia de e 20. Esse valor inclui a produtividade da pessoa e a economia por não ter de tratar doenças relacionadas ao vício, como a aids.
ÉPOCA – O senhor considera o modelo português replicável em países maiores, como o Brasil e os Estados Unidos?
Goulão –
 Acredito que alguns aspectos sejam válidos em qualquer realidade. Mesmo com uma linha de criminalização do consumo, penso que um olhar mais próximo das pessoas é válido. Em Portugal, combatemos o vício, não o viciado.
 

19 janeiro 2012

Crack cracolândia

Atualmente, tenho lido e observado os assuntos na mídia  a respeito do crack e da cracolândia. Parece que de uma semana para cá houve o surgimento do "local" cracolândia e seus habitantes. Estou desconfiada que há algum interesse por detrás desse gama de informações.

  

20 outubro 2011

O modo de consumo

Esse vídeo me serviu para reflexão. A droga dentro do sistema capitalista virou um produto como qualquer outra mercadoria. Os pesquisadores já concluiram essa inter-relação. A droga produto e os consumidores drogas. Dentro desse modelo quem será o responsável pelos problemas advindos do consumo pelos jovens?
Veja o vídeo abaixo.
A história das coisas