Essa foto foi retirada de um bar onde havia muitas bebidas a exposição, em um bairro periférico.
Os jovens não têm muitas opções de lazer muitos deles ficando expostos a ingestão de álcool como fonte de prazer.
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20 junho 2012
19 dezembro 2011
Leis, manifestações e ações humanas
Veja o que acontece pelo mundo das leis e as drogas:
Proibição do consumo de álcool
Proibição do consumo de álcool
22 março 2011
Estigmatização do uso/usuário de álcool
O consumo do álcool é um problema mundial. Em todo o mundo tem sido realizadas pesquisas com o objetivo de intervenção em saúde dos problemas provenientes desse consumo exarcebado do álcool. Trago abaixo uma pesquisa realizada em conjunto pelas Universidades - de Juiz de Fora e, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto. No final da postagem você encontrará o artigo na integra.
Estigma - um sinal ou uma marca que designa o portador como "deteriorado" e, portanto, menos valorizado do que as pessoas "normais”.Estigma social como uma marca física ou social de conotação negativa ou que leva o portador dessa "marca" a ser marginalizado ou excluído de algumas situações sociais.
O estigma também está relacionado ao preconceito, e a pessoa estigmatizada é quase sempre alvo de preconceito. Preconceito é amplamente definido como uma atitude negativa, relativamente inflexível, que predispõe a pessoa que apresenta o preconceito a determinados comportamentos ou profecias autorrealizadoras. Embora o estigma esteja amplamente relacionado com o preconceito, o primeiro conceito apresenta abrangência e amplitude conceituais maiores. O uso de álcool e outras drogas é uma das condições que mais apresentam uma conotação moralizante do mundo, sendo considerado principalmente um problema individual, em que o diagnóstico e o tratamento muitas vezes exacerbam os aspectos morais do uso.
O surgimento e manutenção do estigma
O processo de estigmatização possui um substrato sociocultural e é parte de atitudes a respeito do objeto estigmatizado. Por sua vez, as atitudes são formadas por uma organização duradoura de crenças e cognições, afetos positivos ou negativos diante de uma situação social. As crenças atuam entre a percepção de um determinado objeto (grupo) e a representação do objeto em si, havendo uma situação social que influencia o significado e a reação a respeito dessa percepção, levando o indivíduo a ter uma tendência classificatória ou de rotulação sobre outras pessoas. O mecanismo de generalização, presente no processo de estigmatização e estereotipização, leva a reações automáticas, por questões de economia psíquica, quando a mera presença de uma característica facilmente discernível seria suficiente para desencadear um processo automático de estereotipia. Na sociedade moderna, um dos principais meios de formação, manutenção e mudança de crenças e atitudes é a opinião pública. A imprensa, portanto, veio caracterizar-se definitivamente como principal agente da opinião, tendo seu alcance e seu poder de influência aumentados.
Outros conceitos relacionados ao estigma são o de marginalidade e desvio. O primeiro estaria relacionado ao pertencimento a um grupo social estatisticamente incomum sobre certo atributo. Já o desvio seria entendido como um comportamento ou condição que envolve um indesejável desvio da normalidade em relação a um padrão específico. Uma pessoa estigmatizada pode ser percebida como desviante ou marginalizada ante uma situação específica.
O estigma, associado ao "alcoólatra" ou "dependente de drogas", tem levado os sujeitos, a sociedade e até mesmo os profissionais de saúde a resistirem em aceitar ou utilizar o diagnóstico de forma inadequada. Numa sociedade em que o alcoolismo ou uso de drogas apresenta uma forte conotação moralizante, o estigma social se torna um grande problema para o usuário.
No saúde, a conotação moral envolvida em alguns processos de diagnóstico se torna um início do processo de estigmatização de algumas condições. O julgamento moral envolve a concepção de algo como "problema" indesejável de se lidar, sendo considerado negativo. Nesse processo, tanto o problema em si quanto o portador desse problema são generalizados como um problema indesejável, influenciando diretamente no planejamento, no acesso e na responsabilidade sobre o tratamento por parte do profissional de saúde. Uma das estratégias para a abordagem é o foco na mudança de posturas que levam à estigmatização do uso de álcool como forma de prevenir os danos associados no sentido de melhorar a eficácia e o acesso ao tratamento. Para tanto, é importante considerar que as políticas assistenciais e a formação dos profissionais de saúde devem enfocar a mudança de atitudes negativas no sentido de evitar a estigmatização e a diminuição da consequente injustiça social que os portadores de sofrimento mental sofrem. Os aspectos socioculturais envolvidos no uso de álcool e outras drogas são fundamentais para o entendimento de como os usuários são cuidados/excluídos pelos profissionais
17 dezembro 2010
Quanto vale em ml um drink ou uma dose
UM DRINK ou UMA DOSE é igual
150 ml de vinho;
40 ml de whisky, vodka, pinga ou 1 coquetel;
15 dezembro 2010
LIMA BARRRETO
Viveu a maior parte da sua vida em contato com a psiquiatria e a doença mental, seja por causa de seu pai que sofria de quadro delirante, seja por seu histórico de dependência de álcool e internações psiquiátricas. Em 1914, teve sua primeira internação permanecendo internado por 02 meses. Em 1916, com o mesmo problema, foi levado a Santa Casa de Ouro Fino. Em 1919, novamente, internado no Hospital Psiquiátrico onde escreveu “O cemitério dos vivos”
O CEMITÉRIO DOS VIVOS
acesse o livro
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Lima Barreto
1920
4 de Janeiro
O Pavilhão e a Pinel
"Estou no Hospício ou, melhor, em várias dependências dele, desde o dia 25 do mês passado. Estive no pavilhão de observações, que é a pior etapa de quem, como eu, entra para aqui pelas mãos da polícia. Tiram-nos a roupa que trazemos e dão-nos uma outra, só capaz de cobrir a nudez, e nem chinelos ou tamancos nos dão. Da outra vez que lá estive me deram essa peça do vestuário que me é hoje indispensável. Desta vez, não. O enfermeiro antigo era humano e bom; o atual é um português (o outro o era) arrogante, com uma fisionomia bragantina e presumida. Deram-me uma caneca de mate e, logo em seguida, ainda dia claro, atiraram-me sobre um colchão de capim com uma manta pobre, muito conhecida de toda a nossa pobreza e miséria."
Maiores informações - Dissertação Sergio Rachman
De acordo com Sergio Rachman a obra de Lima Barreto, especialmente, O Cemitério dos Vivos, é uma fonte representativa para os que estudam história da psiquiatria brasileira do início do século XX e fornece diversos elementos, principalmente ligadas as ideologias críticas à psiquiatria.
Acrescento que, na dissertação de Sergio Rachman pode ser analisado o sofrimento pelo qual sofreu e sofre os que fazem uso indevido de álcool, e a luta pela abstinência total. Assim, fica novamente a questão - a abstinência total responde a todos os que fazem uso indevido de álcool, ou podemos chamar alguns de refratários e, buscarmos alternativas de intervenções.
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14 dezembro 2010
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