Esse é um periódico que vale a pena ler.
http://periodicos.incubadora.ufsc.br/index.php/saudeetransformacao/index
Pesquisar este blog
Mostrando postagens com marcador Textos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Textos. Mostrar todas as postagens
31 maio 2013
10 setembro 2011
A política criminal de drogas
O povo brasileiro quase sempre é criminalizado e brutalizado por tentar ser o protagonista de sua história. Com auxílio de algumas mídias vemos a barbarizaçao dos pobres. Leia a entrevista.
A história de vida dos "grandes traficantes" ou "inimigos" no Rio de Janeiro mostra que eram meninos comuns, que freqüentavam escola pública, leja mais.
Direitos Humanos nas favelas do Rio de Janeiro, onde fica a comunidade? Leia
Estivemos postando sobre as drogas, e os dizeres dos profissionais. Vamos agora pensar quem são os usuários, como eles vivem, o que eles estão fazendo, e como eles estão sendo tratados. Convido aos leitores interagirem no assunto.
18 agosto 2011
Por: Wálter Fanganiello Maierovitch
O Brasil continua mergulhado nas trevas e demora em adotar medidas eficazes
para contrastar o fenômeno sociossanitário representado pelo crack, cujo
consumo se espalhou pelas cidades brasileiras. Diante desse quadro, com
prefeitos e governadores despreparados, o governo federal anunciou, em
fevereiro deste ano, um acanhadíssimo projeto de centros regionais de
referência, e isso para capacitar 15 mil profissionais de saúde em 12 meses.
O desatino maior deu-se na capital de São Paulo, onde o prefeito Gilberto
Kassab já promoveu, com o auxílio da polícia, a internação compulsória de
usuários frequentadores da Cracolândia, localizada na degradada zona
central. Depois de obrigados a se desintoxicar em postos de saúde, os
dependentes voltaram rapidamente à Cracolândia para novo consumo. Quanto à
polícia paulista, revelou-se incapaz de interromper a rede dos seus
fornecedores de crack.
No momento, Kassab pensa em uma segunda overdose de desumanidade, e o Rio de
Janeiro, com falso discurso humanitário, repete, em essência, a fórmula
piloto do alcaide paulistano, ou seja, internações compulsórias para
desintoxicação. Kassab vem sendo contido pelo secretário para Assuntos
Jurídicos, que parece ter percebido a afronta à liberdade individual,
constitucionalmente garantida.
Como o prefeito sonha com a reurbanização do centro da cidade, os usuários
de crack viram um estorvo para a concretização de sua meta. E quando
colocada a Polícia Militar em ronda permanente pela Cracolândia, os
consumidores, em farrapos, migram para o vizinho bairro de Higienópolis,
tido como aristocrático. Kassab sofre, então, a pressão de uma classe social
privilegiada, que não suporta nem estação de metrô no bairro, por entender
inconveniente a presença dos não residentes. Mais ainda, muitos
higienopolistas reagem, quando topam com um drogado, como a desejar uma
solução tipo Rio Guandu, época do governo Carlos Lacerda no Rio.
Diante das multiplicações das cracolândias, o governo federal tarda em ousar
e partir para a adoção de narcossalas, também chamadas de salas seguras para
consumo. Até o Nobel de Medicina, Françoise Barre Simousse (isolou o vírus
HIV-Aids), preconizou a adoção de narcossalas na França, em face da
resistência do direitista presidente Nicolas Sarkozy, que prefere a cadeia
para os usuários, como FHC e Serra nos seus governos.
A respeito, o Conselho Municipal parisiense tenta derrubar a proibição de
Sarkozy e está pronto para implantar uma narcossala piloto em Paris. Para os
membros das respeitadas e francesas Associação Nacional para a Prevenção do
Álcool e das Dependências (Anpaa) e Associação para a Redução de Riscos
(AFR), a "história epidemiológica e a experiência clínica demonstram que o
projeto de uma sociedade sem consumo de drogas é ilusório. As posturas
proibicionistas e repressivas são inócuas-. Isso porque a cura raramente se
dá apenas com a abstinência". A abstinência, frisaram, causa exclusão. Ou
seja, afasta dos sistemas de proteção e de acompanhamento uma parcela frágil
e frequentemente marginalizada de consumidores- de drogas.
Barre Simousse recomenda a adoção da política de Frankfurt implementada em
1994, ao enfrentar o problema representado por 6 mil drogados que vagavam
pelas ruas. A experiência espalhou-se por outras oito cidades alemãs e
vários países-, como Suíça e Espanha, aderiram aos ambientes fechados de
consumo. Nos EUA, existem salas seguras para uso de metadona, droga
substitutiva à heroína.
Com as narcossalas de Frankfurt, o número de dependentes caiu pela metade
até 2003. Os hospitais e os postos de saúde, antes delas, atendiam 15 casos
graves por dia, com um custo estimado de 350 euros por intervenção.
O sistema alemão de Frankfurt oferece acolhida aos que vivem marginalizados
e em péssimas condições de saúde e econômicas. Sem dúvida, virou uma forma
de aproximação, incluindo cuidados médicos, informações úteis e ofertas de
formação profissional e de trabalho. Nas oito cidades alemãs e entre os
usuários dos programas de narcossalas, caiu o índice de mortalidade em
virtude da melhora da qualidade de vida. -E pesquisas anuais sepultaram a
tese de que as narcossalas poderiam estimular os jovens a ingressar no mundo
das drogas.
As federações do comércio e da indústria alemãs apoiam os programas de
narcossalas com 1 milhão de euros. E ninguém esquece a lição do professor
Uwe Kemmesies, da Universidade- de Frankfurt: "Podemos reconhecer que a
oferta de salas seguras para o consumo de drogas melhorou a expectativa e a
qualidade de vida de muitos toxicodependentes que não desejam ou não
conseguem abandonar as substâncias".
22 julho 2011
Health in Brazil
A Revista Lancet traz uma analise da situação de saúde do Brasil. Click no título e confira.
06 dezembro 2010
Fernando Pessoa
"Tudo vem da sem-razão", diz-me na antologia Grega. E, na verdade, tudo vem da sem-razão. Fora da matemática, que não tem haver senão com números mortos e fórmulas vazias, e por isso pode ser perfeitamente lógica, a ciência não é senão um jogo de crianças no crepúsculo, um querer apanhar sombras de aves e passar sombras de ervas ao vento.
05 dezembro 2010
O craque crack
Tiro de meta. Os craques se posicionam. Terão o momento de glória. Defendem a área. Chegou. Viajam no prazer. As vozes incentivam a continuar. O crack causa diversos transtornos. No craque não se pode confiar. Ele atinge suas metas rapidamente. Em frente ao GOL; o crack mata no peito o bola da vez.
29 outubro 2010
Textos interessantes
BRASIL, Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. A política do Ministério da Saúde para atenção integral a usuários de álcool e outras drogas. Brasília: Ministério da Saúde, 2004.
RELATÓRIO MUNDIAL DA SAÚDE - Saúde mental: nova concepção, nova esperança World Health Organization, 1211 Genebra 27, Suíça.
Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Álcool e redução de danos: uma abordagem inovadora para países em transição / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. – 1. ed. em português, ampl. – Brasília: Ministério da Saúde, 2004.
Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Álcool e redução de danos: uma abordagem inovadora para países em transição / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. – 1. ed. em português, ampl. – Brasília: Ministério da Saúde, 2004.
06 outubro 2010
O que é preciso ser avaliado nas pessoas que fazem uso prejudicial de drogas
Tornou-se evidente que, antes de iniciar um tratamento, além de investigar um possível diagnóstico de abuso e dependência, é primordial avaliar as características do uso da droga, tais como frequência, quantidade e duração, assim como os prejuízos que ela acarreta à vida dos usuários. Problemas como dores crônicas, podem ser causados ou aumentados pelo uso de drogas, assim como o uso das mesmas pode ser fonte de alívio dessas dores.
Considerando a complexidade dessa avaliação, atualmente tem-se usado a Escala de Gravidade de Dependência (Addiction Severity Index, ASI). A escala encontra-se disponivel em CPAD
02 julho 2010
Escala ASSIST - identificando o consumo de drogas
Se você quiser saber como está seu consumo de substâncias pode recorrer à escalas. Afinal cuidar-se também é prevenir. No link você encontrará uma escala que indicará como vai seu consumo.
ASSIST - irá lhe assistir.
ASSIST - irá lhe assistir.
13 outubro 2009
Ensaio clínico duplo-cego randomizado e placebocontrolado
Ensaio clínico duplo-cego randomizado e placebo controlado com naltrexona e intervenção breve no tratamento ambulatorial da dependência de álcool.
Este estudo teve o apoio financeiro da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) – Processo no 00/03690-8). A condução deste ensaio clínico foi possível em virtude da participação e da colaboração da psiquiatra Alessandra Diehl Reis e da enfermeira Elda de Oliveira. Manuscrito baseado na tese de doutorado “Ensaio clínico duplo-cego, randomizado e placebo-controlado com naltrexona associado à intervenção breve no tratamento ambulatorial da dependência do álcool”, apresentada na Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (EPM/Unifesp), em 2004. Trabalho realizado na Unidade de Pesquisa em Álcool e drogas (Uniad), EPM/Unifesp. Estudo subvencionado pela Fapesp.
Assinar:
Postagens (Atom)