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08 março 2017

Sem reflexo

Nem sei por onde começar. São tantas palavras e pensamentos presos que me deixam engasgada. Ultimamente, com as novas mídias sociais todos estão opinando. Minha percepção é que muitas pessoas falam para ficar em evidência. Falo isso porque quando trago um dado concreto da minha realidade que tem a ver com aquela indignação que a pessoa escreve a respeito e solicito sua opinião/ajuda – há um completo silêncio.

Há artistas que no início da carreira falava com muito prazer que era negra, mas o pai era italiano. Essa fala era como se a pele negra e a raça a qual ela aparenta nada tem relação com ela. Alguns professores/investigadores que se dizem socialistas na leitura e nos discursos, mas na vida real se contradiz. Alguns que dizem lutar contra a prisão de jovens negros e quando você afirma que seu parente foi preso pela segunda vez com traficante de drogas e não tem dinheiro nem para pagar a condução – a resposta dessa pessoa é sinto muito.

Professores/investigadores que se você discorda de seu pensamento ele diz – vamos retornar ao assunto principal, ou diz, fulano você pode retomar o ponto principal. Minha palavra diante de tudo isso é indignação. Indignação com o humano que até suas lutas parecem ser irreais.

Vejo a segregação em todo canto. Estou sendo vitimada de uma segregação que por não partilhar de alguns pensamentos e me posicionar no silêncio, sou esquecida. Por esse motivo escrevo esse posto. Meu silêncio é a indignação com a humanidade.

Olho para todos os lados e não tenho reflexo.

07 dezembro 2016

Representações cotidianas de jovens sobre a periferia

Esta publicação é resultado da minha tese de doutorado. Confira o resumo se interessar deixo o link para o acesso completo. 

Objetivos: compreender as representações cotidianas de jovens sobre a periferia, com a fi nalidade de compor os temas para programas midiáticos de educação sobre drogas. Método: abordagem marxista, com pesquisa-ação emancipatória e participação em ofi cinas de 13 jovens de uma escola pública da periferia de São Paulo. Resultados: entre os jovens há representações cotidianas contraditórias sobre o papel do Estado, que, de um lado, se ausenta para os direitos sociais e se apresenta para exercer o controle social na periferia e, de outro, é colocado como o interlocutor privilegiado para a melhoria das condições de trabalho e vida. Conclusão: a pesquisa-ação discutiu centralmente temas que circulam na esfera dos direitos sociais, alvo de reivindicação dos jovens participantes. Nota-se que é preciso ampliar a discussão para além da esfera do direito à cidadania, que constitui  apenas parte do debate sobre as desigualdades sociais inerentes à exploração capitalista e às transformações necessárias à igualdade.

30 novembro 2016

Pesquisa-ação emancipatória com jovens escolares

Objetivo: Relatar a experiência de utilização da pesquisa-ação emancipatória de modo a expor suas potencialidades para problematizar a realidade dos jovens participantes. A finalidade da pesquisa-ação foi a de construir programação midiática de educação sobre drogas. Método: Relato de experiência de desenvolvimento de pesquisa-ação emancipatória, com 13 jovens de uma escola estadual de São Paulo – SP, no período de fevereiro a setembro de 2014. Foram 13 oficinas demarcadas por cinco fases: exploratória; concretização do tema; instrumentalização teórica e prática; expressão dos novos conhecimentos; elaboração e validação de roteiros. Resultados: Evidenciou-se que a problematização, inerente ao método da pesquisa-ação, permitiu que os jovens tomassem o processo de discussão como direito importante para refletir criticamente sobre a relação entre capitalismo e consumo de drogas. Conclusões: A pesquisa permitiu o processo educativo emancipatório e a construção de roteiros de programação midiática de educação sobre drogas, baseados no modo de vida de jovens da periferia.

Acesse completo: http://seer.ufrgs.br/index.php/RevistaGauchadeEnfermagem/article/view/62059/38087

17 outubro 2016

O mal estar contemporâneo

Deixo alguns filmes para ser discutidos com jovens a respeito da sociedade atual. Várias discussões podem ser realizadas a partir dos filmes.

Acabou a paz, isto aqui vai virar o Chile


" A saga dos estudantes secundaristas de São Paulo por uma educação de qualidade. O levante do segundo semestre de 2015 contra o fechamento de 94 escolas, culminou na ocupação de mais de 200 que seriam afetadas pelas ações de precarização do ensino público engendradas pelo Governo de Geraldo Alckmin que vem perdendo apoio dia a após dia. A coragem, a autonomia, a horizontalidade, a solidariedade demonstrada pelos secundaristas e o apoio popular presentes! Os gritos seguem ecoando na rua talvez anunciando uma profecia já concretizada: Acabou a paz, isto aqui vai virar o Chile! "


Curta metragem: El Empleo 

Dirección / Direction: Santiago 'Bou' Grasso
Idea: Patricio Plaza
Animación / Animation: Santiago Grasso / Patricio Plaza
Productora / Production company: Opusbou


Servidão Moderna



18 agosto 2016

Sem Pena



Direção: Eugênio Puppo Sinopse: documentário que aborda a questão do sistema carcerário brasileiro explorando qual a função da justiça e do sistema carcerário. São entrevistados no filme detentos, juízes, filósofos que refletem sobre o tema. No filme há uma série de constatações a respeito do preconceito contra os mais pobres, a corrupção de policiais e juízes, a impossibilidade de reinserção social dos presos e os maus-tratos estendidos à família dos detentos. Apresenta o sistema carcerário brasileiro como uma instituição falida, por pertencer a uma estrutura que visa, acima de tudo, proteger os bens dos cidadãos em liberdade contra aqueles mantidos em isolamento.

03 agosto 2016

Ilha das flores. Curta

O documentário mostra a crise de civilização em que a sociedade “moderna” e globalizada está inserida. É um ácido e divertido retrato da mecânica da sociedade de consumo. Acompanhando a trajetória de um simples tomate, desde a plantação até ser jogado fora, o curta explicita o processo de geração de riqueza e as desigualdades que surgem no caminho.


26 junho 2016

World Poverty

Há afirmação de que a pobreza no mundo vem diminuindo. Todas as vezes que me arrisco andar pela periferia de São Paulo, me questiono: em que lugar são colocados os dinheiros que cobram dos próprios pobres para a melhora de sua situação. O texto World Poverty traz a questão da pobreza no mundo. A pesquisa que realizei na periferia de SP, os jovens afirmaram que tem diversas necessidades sociais; eu as considero necessidades básicas.

Precisamos sim, eliminar a pobreza do mundo. Ampliar as oportunidades, principalmente, para as minorias sociais. Chamo de minorias sociais, principalmente, a população negra. Essa população está entre os mais pobres e os que possuem menos oportunidades. Além disso, quando é possível galgar um lugar melhor, sofre as barbáries do preconceito racial.

Será que a pobreza pode levar a depressão? Qualquer coisa que falamos a respeito de pobreza, automaticamente, ela é conectada a depressão, assim como o inverso. Acho que isso deve ser investigado.

Um filme 

I had a black dog, his name was depression





18 junho 2016

Pátio do Manicomio

Pintura de Goya, retirada de Pinterest
Goya foi um pintor espanhol da fase do Romantismo (1746 - 1828).

06 junho 2016

Wine drinkers





O vinho consumido com moderação é um prato da gastronomia.

31 maio 2016

Dia Mundial de Combate ao Fumo

Fumar. Parece que o problema advindo do fumo está longe de você. Mentira.
O problema é tão silencioso que quando você dá conta, está na Unidade de Terapia Intensiva. Foi assim, com uma pessoa que conheço. Não ouvia as intervenções que lhe falavam a respeito da grande quantidade de tabaco ingerida em um único dia. Resultado: trombose pulmonar. Pasmem. Esse camarada tem apenas 44 anos. O problema de fumar é grave. Não deixe a UTI te acolher.


ONU - COMBATE AO TABAGISMO